terça-feira, 21 de junho de 2011

Eduardo e Mônica - Legião Urbana



Eduardo e Mônica

Legião Urbana

Composição : Renato Russo
Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?




(Para Renatinha! kkk)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Desde Quando Você Se Foi - Fresno

Desde Quando Você Se Foi - Fresno
Composição : Lucas Silveira


Mais uma história com um final
Mais um coração partido
Um novo fim pra um amor normal
Mais um choro sem sentido.
Não há razão pra te escrever
Perdi a razão ao encontrar você
E as minhas palavras se misturam
Num mar de falsas canções
E te dizer...
Que amor não senti é mentir pra mim
E mesmo que seja melhor assim (Te dizer...)
Não posso negar que eu quero voltar
Eu sempre quis nunca precisar
Te dizer...
Que desde quando você se foi
Me pego pensando em nós dois
E eu não consigo ver onde que eu errei
Se um dia eu fiz você chorar
Nem meses vão te recuperar
Mais uma chance pra mostrar que eu mudei
Você diz que
É só de amor que eu sei falar
Mal sabes que
Se eu soubesse eu tentaria te ligar!
Pra dizer...
Que amor não senti é mentir pra mim
E mesmo que seja melhor assim (Te dizer...)
Não posso negar que eu quero voltar
Eu sempre quis nunca precisar
Nunca precisar
Que desde quando você se foi (Voce se foi)
Me pego pensando em nós dois (Em nós dois)
E eu não consigo ver onde que eu errei (Que eu errei)
Se um dia eu fiz você chorar (Voce chorar)
Nem meses vão te recuperar
Te perdendo eu cresci tanto
Que eu não sei se eu quero mais te encontrar
Te perdendo eu cresci tanto
Que eu não sei se eu quero mais te encontrar
Te perdendo eu cresci tanto
Que eu não sei se eu quero mais te encontrar
Te perdendo eu cresci tanto...
Se eu quero mais te encontrar...
Se eu quero mais te encontrar.

sábado, 4 de junho de 2011

Cala amor!!

Cala, Meu Amor - Vinicius de Moraes

Entra, meu amor,
Bom você voltar,
De onde vem você,
Cansado assim ?

Vejo tanta dor,
No teu triste olhar,
Este olhar que, outrora,
Se acendia só pra mim.

Cala, meu amor,
Fala, meu amor,
É melhor você nada contar.

Venha aos braços meus,
Que os braços meus,
Vão finalmente te fazer chorar.




A saudade, o medo, a tristeza e a raiva insistem em ser meus companheiros.....
Quanto tempo para esquecer um amor? Mesmo um amor que nasceu em semanas?
Quanto tempo essa prisão solitária irá continuar?
Simplesmente não dá para calar a voz do coração......porque se pudesse já o teria feito há muito tempo.